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sábado, 7 de abril de 2012

Teaching Methods


No século XX os métodos de ensino de língua estrangeira atingiram seu auge: durante esse período vários métodos foram desenvolvidos, modificados ou aperfeiçoados. Com a ajuda de teorias advindas da Linguística, Psicologia da Educação, Sociologia, Sociolinguística, entre outras ciências e disciplinas, o ensino de línguas se aperfeiçoou cada vez mais, na busca de eficiência e eficácia.

Nas escolas do Brasil e do mundo há sempre uma influência para se aprender uma segunda língua. No Brasil, a princípio o Francês (e antes, o Latim), já hoje aprende-se a Língua Inglesa, devido à influência dos Estados Unidos na economia global, além do fato de diversos outros países já terem adotado o Inglês como língua dos Negócios, Ciência e Cultura.

Foram criadas várias abordagens, entre elas, a AGT (Abordagem da Gramática e da Tradução). Esse método é um dos mais utilizados nas escolas: com ele pretende-se ensinar a segunda língua pela primeira, isto é, dando-se todas as explicações necessárias na língua materna para que o aluno desenvolvesse as quatro habilidades (falar, compreender, escrever, ler). A memorização de listas de palavras e a tradução de textos literários tem papel central nessa abordagem. Trata-se de uma abordagem dedutiva, que enfatizava a forma escrita da língua.

A AD (Abordagem Direta ou “Método Direto”) pretende que a língua-alvo se aprenda através da mesma, ou seja, a língua materna não deve ser usada em sala. Para o entendimento do aluno usa-se da mímica, gravuras, entre outros recursos. É uma abordagem indutiva, com ênfase na oralidade.

A abordagem do Método da Leitura busca desenvolver no aluno a habilidade da leitura. Neste método é ensinada ao aluno somente a gramática que será útil para posterior leitura, mas ainda não se dá ênfase na pronúncia correta; enquanto o enfoque é na gramática, o vocabulário é controlado para ser aumentado apenas mais tarde.

Já na “Abordagem Audio-Lingual”, que surgiu durante a Segunda Guerra Mundial, quando o exército americano precisava de falantes fluentes de várias línguas estrangeiras. A tradução era contemplada através da utilização da Análise Contrastiva, na sua versão forte. O termo ‘versão forte’ diz respeito à analise constrativa desenvolvida por Krashen, para se referir à comparação dos sistemas fonológicos, lexicais, sintáticos e culturais das duas línguas cotejadas no ensino/aprendizagem, a saber, da primeira e da segunda línguas, visando a prever os erros dos alunos.

O método funcional ou abordagem comunicativa (AC) surgiu nos anos da década de 70 e ganhando força total nos anos 80; procurou, com seu enfoque, não ser extremista. A maior preocupação com o uso da língua como comunicação surgiu a partir de pesquisas mais recentes nas áreas de psicolingüística, sociolingüística, filosofia da linguagem e teoria da informação. O equilíbrio visado apoia-se no conceito da competência comunicativa, que encara a realidade lingüística como algo formalmente possível, viável, adequado ao contexto e realmente factível (isto é, que pode ser feito).

Com o tempo a tradução foi perdendo o espaço dentro da sala de aula. Hoje os professores não a utilizam tanto como costumavam, nem se prendem a um único método ou teoria, buscando em vários lugares aquilo que lhe parecer mais útil ou trouxer melhor resultado em sala.

Hoje em dia o aluno conta, ainda, com as formas eletrônicas de aprendizado, em especial a internet, que tem apostado no aprendizado colaborativo: diversas redes sociais voltadas para o aprendizado de várias línguas, que colocam o aluno no centro do processo de aprendizagem, definindo seus próprios objetivos e escolhendo a maneira de aprender que melhor lhe sirva.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

English Teaching in Brazil

Inglês como segunda língua.

           Em 14 de julho de 1809, com o decreto oficial assinado por Dom João VI, iniciou-se o ensino da língua inglesa no Brasil. O Francês e o Inglês foram escolhidos por repre-sentarem status e comércio devido às relações de Portugal com França e Inglaterra. Entre 1809 e 1837, estas línguas eram ensinadas na grande maioria por estrangeiros residentes no Brasil.
           O ensino de línguas no Brasil foi melhor organizado quando, Dom Pedro I e autoridades, inauguram o Colégio de Pedro II. A partir deste momento, com o ensino mais estruturado e continuado, as disciplinas também são inseridas nos programas de ensino, e a Língua Inglesa é decretada em 19 de novembro de 1838.
          Grammar Translation foi a metodologia que prevaleceu entre 1838 e 1930, método predominante desde o século XIII na Europa para o ensino de línguas através das traduções e regras gramaticais. Em 1932 foi introduzida no Colégio Pedro II uma  metodologia de ensino com turmas de 15 a 20 alunos, seleção rigorosa de professores e uso do material Direct Method (ou Método Indutivo).
           Com a chegada ao Brasil da Cultura Inglesa e logo a seguir o que é o Centro Cultural Brasil-Estados Unidos, as escolas de idiomas começam a influenciar o ensino regular. Então, (Lopes, 1996), tentou-se implantar o Audiolingualism, totalmente oposto ao uso da gramática imposto pelo método Indutivo. Passou-se a valorizar a língua falada; o aprendizado estava relacionado a reflexos condicionados da imitação, repetição, exercitação e memorização. 
         Por volta dos anos 60 chega com força total a influência de Noam Chomski, que revoluciona a linguística afirmando que a língua era uma habilidade criativa e não memorizada (Chomski,  1967). Tal método foi Chamado de Natural or Communicative Approach utilizado entre as décadas de 70 e 80. Este método atribuiu ao professor uma série de papéis: colaborador, facilitador, incentivador e avaliador do processo de aprendizagem. A partir da década de 90 surgi  uma outra metodologia , a Lexical Approach ou abordagem léxica, em que o aprendizado se dá através de situações reais do aluno.
         Em 1996  houve a  Publicação da Lei de Diretrizes e Bases que tornou o ensino de Línguas obrigatório a partir da 5ª série. No Ensino Médio seriam incluídas uma língua estrangeira moderna, escolhida pela comunidade, e uma segunda opcional. Em 1998  a publicação dos PCNs de 5ª a 8ª séries listou os objetivos da disciplina. Com base no princípio da transversalidade, o documento sugere uma abordagem sociointeracionista para o ensino de Língua Estrangeira.
         Na edição dos PCNs do ano de 2000 voltados ao Ensino Médio, a Língua Estrangeira assumiu a função de um veículo de acesso ao conhecimento para levar o aluno a comunicar-se a medida seja implantada em cinco anos, de acordo com a peculiaridade de cada região.